InícioFeedEventosBlogLançamentos
    InícioFeedEventosBlogLançamentos
    Geek CalendarGeek Calendar
    Quero Divulgar
    1. Blog
    2. Crítica | SuperGirl de Milly Alcock carrega o peso …

    Crítica | SuperGirl de Milly Alcock carrega o peso de Krypton e o roteiro nas costas

    Atriz entrega uma Kara Zor-El cheia de camadas e sensibilidade, mas não consegue livrar o longa de uma história esquecível.

    Cinema
    DC Comics
    Critica
    PAPierre Augusto
    ·24 de junho de 2026·
    4 min read
    Crítica | SuperGirl de Milly Alcock carrega o peso de Krypton e o roteiro nas costas

    O Superman de James Gunn foi um novo marco para o DC Studios, não só por ser o primeiro longa desse novo universo, mas por trazer para a casa a verdadeira essência do personagem. Muito disso se deve ao acerto na escalação de David Corenswet, visto que assumir um manto tão icônico e simbólico não é para qualquer ator. E agora, em Supergirl, o resultado se repete, com Milly Alcock provando estar à altura do símbolo que carrega no peito.

    Mas, apesar da performance que transborda nas telas do cinema, o desenrolar da trama não carrega tanto brilho quanto sua protagonista. O longa foi fortemente inspirado no quadrinho Supergirl: A Mulher do Amanhã, escrito por Tom King, desenhado por Bilquis Evely e colorido por Matheus Lopes (os dois últimos, brasileiros). Sendo assim, o que guia ambas as jornada são os caminhos da vingança e do autoconhecimento.

    E-J4oYiXEAA0QZn-e1664664632836.jpg

    Como vimos em Superman (2025), Kara Zor-El (nome kryptoniano da Supergirl) está em uma jornada de bebedeira pelos planetas da galáxia, na esperança de afogar as dores de seu trauma ao lado de seu único companheiro, o cachorro Krypto. Até que ela encontra a jovem Ruthye Marye (Eve Ridley), que presenciou a morte de sua família pelas mãos do sanguinário e genérico Krem dos Montes Amarelos (Matthias Schoenaerts). Após a recusa inicial de Kara, o fatídico vilão rouba sua nave e envenena seu cachorro, Krypto, motivando, assim, uma dupla jornada de vingança e pertencimento.

    Encontrar o alvo, eliminá-lo, buscar a cura para o cachorro e fim de história. Uma premissa com um objetivo simples como esse não é tão fácil de executar, para dar volume à trama, o desenvolvimento pessoal precisa ser trabalhado, explorando traumas e a conexão entre as personagens. Caso contrário, o filme se torna apenas mais uma história esquecivel.

    E é o que acontece aqui. Milly Alcock brilha em sua performance, carregando o filme em todos os momentos, do drama aos alívios cômicos, e mostrando que nasceu não apenas para ser a Supergirl, mas para ser Kara Zor-El. Seus momentos de sensibilidade impressionam, até mesmo em uma sequência extremamente longa falada inteiramente em kryptoniano, na qual acompanhamos a morte de seu planeta.

    Captura de tela 2026-06-23 151643.jpg

    No entanto, a conexão entre as personagens carece de substância e acaba caindo no caricato. Ruthye está traumatizada, assim como sua companheira de viagem, mas não há tempo nem diálogos suficientes para que o público sinta a criação de um laço real entre elas. Já em seu material base, é explorado de sobra, com olhares de admiração e temor, além de falas de compaixão com o pesar de Kara, estabelecendo uma ligação pela dor que as une nessa jornada.

    Krem dos Montes Amarelos

    O cruel, patife, miserável e escória da galáxia, Krem dos Montes Amarelos, é sem graça. Uma crítica muito comum em relação aos quadrinhos é o visual genérico do personagem, e sua maldade sem propósito no filme acaba ressaltando ainda mais o seu aspecto descartável, soando como apenas mais um antagonista unidimensional a ser eliminado. O longa tenta corrigir ao menos o seu visual, o que, ainda assim, não convence e beira o cafona.

    O maniqueísmo em produções de super-heróis já foi muito utilizado. Mas 2026, com tantas obras servindo de exemplo, esvaziar um vilão que poderia entregar mais do que simplesmente ser um símbolo do mal soa como um grande desperdício. Ele mata pessoas inocentes a sangue frio e dá risada, envenena cachorros e persegue crianças e sequestra mulheres. Matthias Schoenaerts, ator responsável por dar vida ao antagonista, se esforça para deixá-lo marcante, mas sua função narrativa engessada fala mais alto.

    Captura de tela 2026-06-23 182444.jpg

    Onde estão Tonya e Cruella?

    Craig Gillespie pode não ser um nome tão reconhecível pelo grande público, mas é inegável que suas produções, como “Eu, Tonya” e “Cruella”, têm o seu próprio charme. Por que, então, em Supergirl o diretor parece tão apagado? O mais próximo que temos de suas características autorais são os usos certeiros de músicas na trilha sonora.

    Isso realmente soa como um desperdício, tendo em vista a personalidade das obras anteriores do diretor e do próprio quadrinho de A Mulher do Amanhã. Não que a fotografia seja ruim, ela tem seus momentos inspirados, mas passa muito longe do direcionamento colorido e deslumbrante concebido por Bilquis Evely e Matheus Lopes na HQ.

    No final, Supergirl não é um longa de todo mal, apenas simples. É uma constatação que desacelera um pouco o ânimo dos fãs com esse novo início do DC Studios. Milly Alcock prova estar à altura da personagem, mas, infelizmente, voando muito mais alto que o próprio filme.

    Supergirl estreia oficialmente no dia 25 de junho nos cinemas.

    Share:
    Pierre Augusto

    Pierre Augusto

    Jornalista crítico de “filminho” e amante de terror (até dos ruins). Ansioso demais para jogos online, singleplayer é vida.

    WebsiteInstagram

    Read also

    A Odisseia ganha data de lançamento nas plataformas digitais
    Blog

    A Odisseia ganha data de lançamento nas plataformas digitais

    Maior sucesso da carreira de Christopher Nolan chegará ao digital e ao 4K Ultra HD em 17 de novembro, quatro meses após estrear nos cinemas.

    21 de ago
    Cinema
    Crítica | Homem-Aranha: Um Novo Dia encontra força na maturidade de Peter Parker
    Blog

    Crítica | Homem-Aranha: Um Novo Dia encontra força na maturidade de Peter Parker

    Ao deixar o multiverso em segundo plano, longa encontra seu melhor caminho ao devolver o foco para Peter Parker e seus conflitos

    14 de ago
    Critica MarvelCinema
    Sony confirma que não há novos derivados de Homem-Aranha em desenvolvimento
    Blog

    Sony confirma que não há novos derivados de Homem-Aranha em desenvolvimento

    Após filmes como Morbius, Madame Teia e Kraven: O Caçador dividirem o público, estúdio interrompe desenvolvimento de novos longas do universo expandido do herói

    8 de ago
    Cinema

    Hot topics

    Hot topics

    • All
    • Lançamento
    • Netflix
    • Streaming
    • Anime
    • Cinema
    • Séries
    • Televisão
    • Critica
    • Evento
    • Japão
    • All
    • Lançamento
    • Netflix
    • Streaming
    • Anime
    • Cinema
    • Séries
    • Televisão
    • Critica
    • Evento
    • Japão
    View all posts
    Geek Calendar

    Geek events, releases, and news.

    Menu

    • Home
    • Eventos
    • Blog
    • Embaixadores
    • Quero Divulgar
    • Sobre
    • Advertise with us

    Legal

    • Privacy policy
    • Terms of use

    Social

    © 2026 Geek Calendar. All rights reserved.