A Grande Viagem da Sua Vida mistura emoção e poesia, mas cai em repetição e ritmo irregular.

A tentativa de tornar as cenas mais lúdicas é bem-vinda em um mundo cada vez mais triste, mas o excesso atrapalha. As mensagens são bonitas e os temas dialogam com a vida, porém o longa exagera no poético e acaba esquecendo até da clareza narrativa. Terminamos entendendo algo, mas a sensação de não se situar já tira a atenção muito antes da metade.
A personagem da Margot Robbie é bem explorada e traz o medo da perda e a rejeição ao amor. Trair, para ela, é uma forma de evitar sofrer. Vale lembrar que o gênero masculino tem grande fama de infidelidade e relacionamentos tóxicos. Ser mulher solteira significa estar à deriva de possíveis decepções quando se trata de relacionamento.
A verdade de que a vida não foi como planejada e como seus pais disseram é o dilema do personagem de Colin Farrell, mas os temas são pouco explorados, deixando-o de escanteio. Ainda assim, nos momentos em que seus traumas são postos à prova, ele demonstra o poder que tem na interpretação.
“A Grande Viagem da Sua Vida” é mais um clichê de romance e traz diversos problemas de ritmo, mas apesar dos pontos que o tornam básico, existe um carinho por trás do significado e dos sentimentos que o diretor quis passar nesse romance tão fantástico que até chega a cansar.

Amar traz momentos que tornam a vida feliz, mas tudo que é bom também traz o risco de perder quem se ama, seja por brigas ou luto. A vida, porém, merece ser contente. Às vezes, olhar para o passado e rever traumas que impediram de amar nos lembra que vale a pena o risco. Só ver que esse amor trouxe uma infância linda com os pais. Pode ser passado, mas ele sempre volta. Só talvez o que faltava era um tom azul para combinar com o vermelho da sua vida.

Estudante de Jornalismo e buscando meu glorioso propósito. Criador de conteúdo nas horas vagas e fã de cinema no geral, com uma paixão especial por filminho de boneco.
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